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ESPECIAL ][ Cerrado baiano tem o maior centro de análise de fibras da América Latina e consolida-se como um dos polos de excelência em cotonicultura do mundo
Data de Publicação: 18 de junho de 2026 11:41:00 Estrutura de R$ 120 milhões foi apresentada na 20ª Bahia Farm Show, evento marcado por debates sobre sustentabilidade e projeção de safra recorde
Resumo
Durante a 20ª Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, a Abapa inaugurou o maior Centro de Análise de Fibras da América Latina, com aporte de R$ 120 milhões. O evento celebrou a confiança do setor diante da perspectiva de nova safra recorde.
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Novo laboratório recebeu R$ 120 milhões. (Foto: Abapa)
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Da redação
O cenário de otimismo com a colheita de soja e as projeções consolidadas de um novo recorde na produção de algodão desenharam o pano de fundo ideal para a 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães. Movidos por um ambiente de alta confiança no campo, produtores rurais e lideranças setoriais transformaram o evento em um polo de celebração e de negócios. Aproveitando este momento estratégico para o agronegócio do MATOPIBA, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) estruturou uma participação histórica na feira tecnológica, promovendo debates profundos sobre competitividade e apresentando investimentos robustos voltados à modernização, governança e valorização da cotonicultura regional.
- O resultado da safra da Bahia animou e fez, principalmente, o produtor vir à feira. E para a Abapa, foi um momento histórico: a Vila do Algodão retratou exatamente o que a entidade quis: fazer essa acolhida e mostrar uma estrutura que falou por si só, que contou o que fazemos, como estamos e como somos importantes dentro do desenvolvimento do agro na região, e como estamos consolidados com a cultura do algodão no Brasil inteiro - destacou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, evidenciando o impacto do atual ciclo produtivo no ânimo dos produtores rurais.
O grande marco institucional da entidade nesta edição especial foi a inauguração do novo Centro de Análise de Fibras, considerado o maior e mais moderno complexo laboratorial do gênero em toda a América Latina. Com uma área construída de 5,2 mil metros quadrados e um aporte financeiro acumulado de aproximadamente R$ 120 milhões, a nova estrutura tecnológica tem capacidade técnica para processar até
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No cenro da foto, Alessandra Zanotto Costa,
presidente da Abapa (Foto: Abapa).
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70 mil análises diárias de classificação de pluma. Esse investimento eleva o patamar de precisão da produção local, consolidando em definitivo o oeste baiano como referência global de qualidade. Junto ao laboratório, a associação abriu as portas da Passarela do Saber, uma experiência imersiva projetada para apresentar aos visitantes o percurso completo da fibra, desde a colheita nas fazendas até a triagem técnica final.
A participação da entidade teve como principal palco de relacionamento a Vila do Algodão, espaço interativo concebido em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Movimento Sou de Algodão. O espaço cumpriu a missão de aproximar o consumidor final da realidade do campo por meio de oficinas de customização lideradas pela estilista baiana Adriana Meira, gravações do podcast Conexão Abapa e mostras de produtos. Silmara Ferraresi, gestora de Relações Institucionais da Abrapa e coordenadora do Movimento Sou de Algodão, explicou a concepção do ambiente:
- Conseguimos atingir nosso objetivo, que é conversar com o consumidor final. A Loja Sou de Algodão foi um convite para conhecer a fibra de verdade, tocar, experimentar e entender por que vale a pena escolher produtos de origem natural. Cada detalhe do espaço foi pensado para mostrar a trajetória do algodão, da produção no campo até as peças que chegam ao guarda-roupa das pessoas, fortalecendo a conexão entre quem produz e quem consome.
Além do protagonismo tecnológico e da conexão com o público urbano, a Abapa coordenou uma intensa agenda política voltada à defesa do setor. Em fóruns e reuniões de trabalho, representantes da associação discutiram gargalos crônicos e pautas fundamentais para garantir a
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segurança jurídica e o avanço da infraestrutura regional, englobando temas como outorgas ambientais, logística de escoamento, matriz energética e as diretrizes de crédito para o próximo Plano Safra. Houve também um avanço significativo nas tratativas para a obtenção da Indicação Geográfica (IG) do algodão produzido no Oeste da Bahia, chancela que promete agregar ainda mais reputação internacional à fibra baiana.
No campo estritamente técnico e sanitário, os encontros das Comissões Técnicas Regionais (CTR) da soja e do algodão ratificaram o cumprimento rigoroso dos calendários fitossanitários, integrando esforços no monitoramento e na prevenção de pragas agrícolas. O encerramento da feira consolidou a percepção de que a sociedade baiana está cada vez mais próxima da realidade do campo. “A gente conseguiu mostrar para o nosso associado, que tanto confia no nosso trabalho, e também para as pessoas de fora, que às vezes não têm noção da quantidade de tecnologia e inovação embarcada na cultura do algodão. O Centro de Análise de Fibras e a Passarela do Saber conseguiram retratar isso. Eles falam por si só”, concluiu Alessandra Zanotto Costa.
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Abapa — Bahia Farm Show — Algodão — Centro de Análise de Fibras — Cotonicultura — Luís Eduardo Magalhães — Tecnologia Agrícola — Sustentabilidade — Safra Recorde — Abrapa
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