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COTONICULTURA ][ Bahia expande irrigação no algodão e garante prorrogação do Proalba

COTONICULTURA ][ Bahia expande irrigação no algodão e garante prorrogação do Proalba

Data de Publicação: 1 de julho de 2026 10:07:00 Com previsão de safra recorde de 925,2 mil toneladas de pluma, setor cotonicultor baiano tem incentivos fiscais estendidos pelo governo até 2028.

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Proalba é prorrogado até fim de 2028 (Foto: Abapa)
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Resumo

A cotonicultura baiana passa por uma transformação estrutural com o avanço da irrigação, que já se aproxima de 50% da área cultivada, projetando uma safra recorde de 925,2 mil toneladas de pluma para o ciclo 2025/2026. O cenário de crescimento foi impulsionado pela prorrogação do Proalba e do Fundeagro até o fim de 2028.

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Da redação

A cotonicultura baiana vive uma transformação estrutural impulsionada pelo avanço tecnológico e pela consolidação de um novo modelo produtivo. Com a área de cultivo irrigado se aproximando de 50% do total plantado — índice que há poucos anos era de 39% —, o estado amplia a estabilidade das lavouras e sustenta a expectativa de uma safra recorde. A Bahia deverá colher 925,2 mil toneladas de pluma na safra 2025/2026, representando um crescimento de cerca de 10% em relação ao ciclo anterior, mesmo diante de um cenário de retração de 8,2% na produção brasileira geral.

Bahia projeta safra recorde de pluma (Foto: Abapa)
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Os dados foram apresentados durante a 83ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada no XXIII ANEA Cotton Dinner, em Angra dos Reis (RJ). De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o país estima colher 3,9 milhões de toneladas de pluma. Em direção oposta à média nacional, a área plantada baiana cresceu 1,2%, passando de 413 mil para 417 mil hectares, com produtividade média estimada em 2.214 quilos por hectare, superando a média nacional de 1.954 quilos por hectare.

O vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Douglas Orth, atribuiu o desempenho às condições climáticas favoráveis e à recuperação das áreas de sequeiro após os problemas com a seca no ciclo anterior. Complementando a análise, Heloisa Melo, sócia da Agroconsult, apontou que o incremento do sistema irrigado modificou o calendário agrícola no Oeste baiano através da sucessão imediata entre soja e algodão, estabelecendo um "novo normal" operacional semelhante à dinâmica de Mato Grosso. A consultoria revisou sua projeção de produtividade para 2.060 quilos por hectare e validará os dados em campo no fim de julho, durante o Rally da Safra.

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Fortalecendo esse panorama de crescimento, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 24.639, de 29 de junho de 2026, assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues, prorrogando o Programa de Incentivo à Cultura de Algodão da Bahia (Proalba) até 31 de dezembro de 2028. O Proalba concede crédito presumido de até 50% do ICMS incidente sobre a comercialização do algodão para produtores que cumprem exigências legais, fiscais, ambientais e fitossanitárias. Como contrapartida, o cotonicultor contribui com 10% do imposto devido para o Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro).

A nova legislação também estendeu a vigência do Fundeagro, cujos recursos privados são geridos e aplicados em programas de modernização, inovação, capacitação, marketing e defesa fitossanitária, como o controle do bicudo-do-algodoeiro. Segundo o diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado, o modelo garante o retorno dos incentivos para a própria cadeia produtiva, consolidando a Bahia como o segundo maior produtor de algodão do Brasil. Além disso, o decreto promoveu ajustes nos prazos de diferimentos de ICMS de normas anteriores, atendendo a demandas debatidas por entidades do agronegócio (como Abapa, Oceb, OCB e Cooperfarms) durante a Bahia Farm Show, com o objetivo de preservar o controle fiscal sem gerar insegurança jurídica no mercado de algodão beneficiado.

Cotonicultura Baiana — Algodão Irrigado — Incentivo Fiscal — Safra Recorde

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