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PLANO SAFRA 2025/2026 ][ Aprosoja Brasil critica apoio governamental por juros elevados e cortes no apoio

PLANO SAFRA 2025/2026 ][ Aprosoja Brasil critica apoio governamental por juros elevados e cortes no apoio

Data de Publicação: 2 de julho de 2025 16:24:00 A Aprosoja Brasil manifesta forte crítica ao Plano Safra 2025/2026, anunciado em 1º de julho, destacando o aumento recorde nas taxas de juros e a redução drástica nos recursos para equalização de juros e subvenção ao Seguro Rural, fatores que preocupam produtores já endividados.

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Da redação

A Aprosoja Brasil, entidade representativa do agronegócio brasileiro, veio a público para criticar veementemente o Plano Safra 2025/2026, anunciado pelo Governo Federal na terça-feira, 1º de julho. A associação aponta que o plano será marcado pelas taxas de juros mais elevadas da história e por um significativo corte nos recursos destinados a equalizar os juros do crédito e para a subvenção do Seguro Rural, ferramenta essencial para proteger os agricultores contra as perdas de safra.

Imagem ilustrativa da META IA, por sugestão do editor da matéria

As taxas de juros para custeio sofreram aumentos consideráveis: para produtores médios (Pronamp), a taxa subiu de 8% para 10% ao ano; para produtores de grande porte, o custeio passou de 12% para 14%. No caso dos investimentos, produtores médios terão juros variando de 8,5% a 12,5% ao ano (antes 8%), enquanto os demais pagarão até 13,5%.

O apoio do governo para equalizar as taxas de juros do custeio da safra e investimentos foi fixado em R$ 3,9 bilhões, representando uma redução de 32% em relação aos R$ 5,6 bilhões do ano anterior. Com a taxa Selic em 15%, o financiamento agrícola brasileiro se tornará um dos mais caros globalmente.

A situação do Seguro Rural é particularmente preocupante. Embora não tenha sido anunciado no Plano Safra, o orçamento de R$ 1,06 bilhão previsto para 2025 sofreu um bloqueio de 42% por parte do governo, resultando em R$ 445 milhões a menos. Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, declarou que nunca se viu um Plano Safra tão distante das expectativas do setor.

Buffon enfatizou que o Brasil atravessa um momento crítico, com produtores rurais em processo de endividamento ou no limite, devido a frustrações de safra. Para ele, o Seguro Rural seria uma ferramenta crucial para evitar esse cenário e socorrer os produtores, mas o governo "enxugou 42% desses recursos".

- É desastroso, quando olharmos isso mais adiante, veremos que o governo ao invés de sanear a questão, estará piorando - afirmou.

O presidente da Aprosoja Brasil também alertou para as consequências da redução dos investimentos na agricultura, um dos pilares fundamentais para a construção de uma safra. Segundo ele, "menos investimentos na agricultura" significa que "quem paga essa conta é o produtor rural". Contudo, uma safra menor resultará em "menos oferta de alimentos nas gôndolas dos supermercados", fazendo com que a população arque com "boa parte desses custos com a inflação de alimentos causada pela falta de investimentos do governo federal".

Buffon concluiu que, infelizmente, o agricultor está "colhendo o que o Governo plantou", resultado de uma política fiscal que não está ajustada à realidade do país, levando à Selic de 15% e à redução dos recursos e da eficiência no apoio à produção agropecuária.

 

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